Paralisação dos professores da rede municipal de Fortaleza
Professores da rede municipal de Fortaleza paralisaram as atividades por um dia, em 16 de setembro, e protestaram diante da Secretaria Municipal da Educação. A pauta reúne 14 reivindicações, entre elas climatização das salas, volta da licença-prêmio e mais apoio à inclusão escolar.
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Professores da rede municipal de Fortaleza paralisam aulas por melhores condições de trabalho
Professores da rede municipal de Fortaleza paralisaram as atividades nesta quarta-feira, 16, e fizeram manifestação em frente à Secretaria Municipal da Educação (SME), no bairro Dionísio Torres. O ato foi organizado pelo Sindicato União dos Trabalhadores em Educação (Sindiute), que tem sede ao lado do órgão.
Segundo a presidente do sindicato, Ana Cristina Guilherme, a categoria passou a adotar paralisações pontuais de um dia, em vez de greves longas de 30 a 60 dias, em consideração às famílias dos estudantes. Ela atribui a mobilização à estagnação das negociações e à precariedade das escolas. A pauta tem 14 pontos, entre eles climatização de 100% das salas de aula, agilidade nas aposentadorias, redução de carga horária, estabilidade, liberação para estudos e financiamento de doutorados.
Os manifestantes destacaram como prioridades o retorno da licença-prêmio e dos anuênios, extintos para quem ingressou na rede a partir de 2022 e 2023, o que atinge cerca de 1.800 docentes, e a inclusão de alunos com deficiência e neurodivergência, que, segundo eles, carece de assistentes suficientes.
Em nota, a SME disse ter sido pega de surpresa e classificou o ato como desproporcional. A pasta afirmou ter determinado que as escolas ficassem abertas e que a paralisação prejudicou 235 mil alunos. Destacou ainda reajustes de 6,27% em 2025 e 5,4% em 2026, a ampliação do pagamento em pecúnia, investimentos em vagas de pós-graduação e o avanço da climatização, de 15% para 40% das unidades. As informações são do O Povo.
FonteO Povo (abre em nova aba)
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